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Respostas de um deputado polêmico

Olá, leitores do Nossa Conversa. Há alguns dias atrás tive a oportunidade de comprar a edição de número 685 da Revista Época e pude ler uma entrevista com o deputado Jair Bolsonaro, considerado um dos mais polêmicos dos últimos tempos. Tamanha polêmica envolvendo seu nome vem pelo fato do mesmo combater as leis que visam proteger os homossexuais.

A entrevista, realizada pelos leitores da revista semanal através do site oficial de Época, é recheada de perguntas bem elaboradas e respostas surpreendetes do deputado. Por ser uma das minhas revistas favoritas, resolvi separar e dividir com vocês as questões que mais me chamaram a atenção.

Antes de ler as respostas dadas por Bolsonaro às perguntas dos leitores, saiba um pouco mais sobre o entrevistado.

Paulista, militar de reserva, 56 anos, casado e pai de cinco filhos, Jair Bolsonaro pode ser considerado a polêmica em pessoa. Não foge de assuntos polêmicos e considerados difíceis de lidar e ainda fala o que pensa. Defende com unhas e dentes seus pontos de vista. Atualmente, cumpre o sexto mandato de deputado federal. No passado, foi capitão do Exército, professor de educação física e vereador do Rio de Janeiro. Pertence ao PP (Partido Progressista), mas já teve passagens pelo PDC, PPR, PPB, PTB e PFL.

Confira, agora, as perguntas e as respostas dessa entrevista:

1 – Se você estivesse precisando de uma transfusão de sangue e o único sangue doado fosse de um homossexual, aceitaria a transfusão?

Jair Bolsonaro – O risco de ser contaminado com o sangue de homossexual é 17 vezes maior do que com o de heterossexual. Duvido que alguém aceite sangue doado por homossexual sabendo desse risco. Cuidar da minha saúde é diferente de ser preconceituoso.

2 – Qual seria sua reação se alguém de sua família decidisse abertamente pela homossexualidade?

JB – Seria problema dele. Se essa fosse sua opção para ser feliz, não estaria (nem poderia ser) proibido por mim. Mas, certamente, não iria frequentar minha casa.

3 – O senhor acha que um deputado precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis?

JB – O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade, e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do it gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família, é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho.

4 – Caso fosse eleito presidente da República, quais seriam suas três prioridades?

JB – Obrigado pela lembrança. Se fosse o caso, conduziria o país de forma semelhante ao período entre 1964 e 1985, quando o professor era valorizado, o policial sentia orgulho de sua profissão, o Congresso tinha moral e o Judiciário era respeitado.

5 – Gostaria de saber como anda seu projeto em relação ao fim do exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

JB – O lobby da OAB no Congresso é muito forte. Tal exame rende, anualmente, milhões de reais aos confres da entidade. No período militar não existia o exame, e os alunos eram mais bem formados que nos dias atuais, e não eram extorquidos pela OAB.

6 – O senhor diz ser a favor de uma possível volta da ditadura no Brasil. Por quê?

JB – É mentira que o regime militar foi uma ditadura. Foi necessário para aquele momento. A adoção do regime foi motivada por anseios de todos os segmentos da sociedade, incluindo a mídia e a Igreja. Essa afimação pode ser comprovada com a leitura de jornais e revistas da época. Há 25 anos os militares são vilipendiados diuturnamente, inclusive acusados de torturadores, e as Forças Armadas permanecem como uma das instituições mais confiáveis do país. Isso faz entender que fizeram um bom governo.

* Leia a entrevista na íntegra no site de Época.

Sempre que alguma matéria e/ou reportagem atrair minha atenção, vou estar trazendo-a para o blog para poder dividir com vocês, afinal aqui nós podemos falar sobre tudo. Democracia é a palavra de ordem. Nós voltamos a nos encontrar no próximo post. Até lá!

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