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A epidemia das hepatites

Olá, leitores! Excelente segunda-feira a todos que nos visitam e que lêem este post. Ontem, no programa Fantástico, da Rede Globo, aconteceu a estreia do novo quadro do Dr. Drauzio Varella: Hepatites, epidemia ignorada e como achei o tema bastante interessante, resolvi trazê-lo para dividir com vocês.

Três milhões. Esse é o número de brasileiros que fazem parte dessa relação de pessoas infectadas pelo vírus. Se você achou chocante o número de infectados, vai se chocar ainda mais quando souber quantas pessoas sabem que são portadoras da doença: 150 mil. Com isso já dá para concluirmos e concordarmos que o título da série faz jus a realidade. As hepatites, realmente, são verdadeiras epidemias. A forma de contágio é muito simples e seria possível evitar que tantas pessoas se infectasse caso essas passassem a adotar certas atitudes que, embora pequenas, fazem uma grande diferença na hora de salvar vidas.

Podemos classificar os diversos tipos de hepatites como “doenças silenciosas”. Os sintomas levam cerca de 10, 20, 30 anos para aparecer no indivíduo. E quando isso acontece, o fígado, como no caso da hepatite B, pode estar em péssimas condições. Na reportagem que você confere logo abaixo, Drauzio Varella mostra que as hepatites B e C são vírus pequenininhos, impossíveis até mesmo de enxergá-los com a ajuda do microscópio. Apesar de pequenos, os vírus infectam as células do fígado, realizando assim um processo inflamatório crônico. Dessa forma, as células vão sendo destruídas e organismo vai perdendo a capacidade de formar proteínas e eliminar toxinas. As células mortas vão se transformando em cicatrizes, distorcendo, portanto, a forma do fígado e atrapalhando a circulação.

Manicures em Perigo

Você cliente e você manicure podem estar correndo sérios riscos de contraírem a hepatite B. O vírus desse tipo de hepatite pode ser transmitido através de objetos cortantes contaminados por sangue. Uma pesquisa que foi realizada em salões de beleza de São Paula aponta que 20% das manicures tinha sido vacinadas, já 8% das entrevistadas era poretadoras da doença. Para não correr risco desnecessário, certifique-se de que o material utilizado foi esterelizado, já é um importante passo para você se manter longe desse perigo.

As Hepatites B e C

Como a primeira reportagem da série do Dr. Drauzio Varella é sobre as hepatites B e C, quero aproveitar para trazer algumas informações, referentes às doenças citadas, que encontrei na edição 685 da revista Época.

A hepatite tipo B pode ter sua transmissão feita através do sexo, material perfurante e de mãe para filho durante a gestação. Os sinais podem aparecer entre 15 e 180 dias após o contágio. A maioria sente febre e mal-estar. Em mais de 90% dos casos, os adultos se curam espontaneamente. Na infância, a taxa de cura espotânea é inferior a 50%. O vírus permanece no organismo causando danos ao fígado sem dar sinais. A doença costuma ser descoberta quando já virou cirrose ou câncer.

Através de um exame é possível identificar os portadores do vírus (que precisam de tratamento) e quem pode se beneficiar da vacina. Essa está disponível em três doses. Cada uma custa cerca de R$ 100. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece a todos os menores de 24 anos e alguns grupos específicos (profissionais da saúde, do sexo, imunossuprimidos, coletores de lixo etc.) O tratamento pode ser realizado com remédios oferecidos pelo SUS, na fase crônica. Eles tentam eliminar o vírus. O principal remédio utilizado é o Interferon, que geralmente é usado por cerca de seis meses. A taxa de sucesso fica entre 30% e 40%. Podem ser necessários antivirais pela vida toda.

Com a hepatite C a transmissão não é muito diferentes, o diferencial é que excluiremos o contágio através da relação sexual. Os sinais das doenças também são parecidos, porém neste a doença é leve, melhora espontaneamente e nem sequer é diagnosticada. Já quando o vírus permanece no organism, ele causa danos ao fígado sem ser notado durante mais de 20 anos. O teste a ser realizado para o diagnóstico da doença é, assim como na hepatite B, por meio do exame de sangue. Vacina para se imunizar desse tipo? Pode esquecer, não existe. Mas há tratamento. O Interferon peguilado e ribavirina de 24 a 48 semanas, dependendo do tipo genético do vírus. Novos medicamente em fase de registro na Anvisa elevam a chance de cura para 70% em pacientes nunca tratados. São drogas que interferem na replicação do vírus.

Agora que você já conheceu um pouco mais sobre essa doença que age de maneira silenciosa, acompanhe o vídeo com o primeiro episódio da série Hepatites, Epidemia Ignorada, em que o Dr. Drauzio Varella mostra casos reais de pessoas que descobriram ser portadoras da hepatite. Veja!

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