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Sexo frágil? Isso é coisa do passado

Foi-se o tempo em que bater era uma atitude quase que exclusivamente masculina. Uma pesquisa do Claves (Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli) da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, mostra que as meninas estão batendo mais. Foram entrevistados 3.200 estudantes de 104 escolas públicas e privadas de 10 estados brasileiros. A conclusão é surpreendente: 9 em cada 10 adolescentes afirmaram praticar ou sofrer violência no namoro.

Um dado que reforça ainda mais que as garotas andam mais violentas que os rapazes é de que 30% delas disseram agredir fisicamente o parceiro. Entre os meninos, 17% relataram fazer o papel de agressor. A justificativa entre eles [meninas e meninos] para as agressões é de se defender, no caso delas, e de revidar, no caso deles. Um outro dado da pesquisa do Claves, revela que 86,8% dos entrevistados são vítimas da violência do parceiro ou parceira e que 86,9% são agressores. Ou seja, uma mesma pessoa acaba desempenhando dois papéis quase que simultaneamente.

As meninas não se escondem por trás dos rostinhos quase sempre angelicais e indefesos, e dizem que ameaçam mais. Delas, 33% admitem serem adeptas dessa prática. Já entre eles, o percentual cai para 27%. As agressões praticadas pelas garotas podem não deixar marcas físicas nos meninos, afinal elas têm menos força para machucar, porém, causam danos emocionais nos mesmos. Segundo a psicóloga Queiti Oliveira, os meninos dizem que as agressões não doem, mas eles se sentem moralmente agredidos e humilhados por elas.

Essa face mais violenta das meninas do século XXI é reforçada com um levantamento feito pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entre adolescentes de 10 e 19 anos que mostra que 22% das jovens atendidas têm comportamentos agressivos contra outras pessoas (sejam meninos, amigas, pais e professores). O mesmo caso só acontece com 12% dos meninos.

Brigas nas escolas é normal, agressão física entre os estudantes também não é nenhuma novidade. Pelo menos entre os meninos, que até então eram casos mais fáceis de presenciarmos, mas essa atitude, como eu disse no começo do post, quase sempre exclusivamente masculina, chegou ao mundo feminino. Um estudo com 13 mil estudantes de cinco capitais brasileiras mostra que 10% das meninas já bateram em alguém em âmbito escolar.

As meninas estão querendo se impor mais, estão querendo mostrar que são dominadoras e não dominantes e, para isso, não andam medindo esforços. Conquistar áreas de trabalho antes masculinas não foi o sucifiente, repetir as atitudes violentas dos garotos tem sido, para elas, uma nova “conquista”.

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