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Vencendo o crack

Olá, sejam todos muito bem-vindos, mais uma vez, ao Nossa Conversa!

Nesta sexta-feira (09) vamos falar sobre o novo investimento do governo federal no combate ao crack e as demais drogas. O valor a ser investido está orçado em R$ 4 bilhões e em três eixos diferentes, mas que de uma forma ou de outra acabam se cruzando: cuidado, autoridade e prevenção.

No campo cuidado, haverá a ampliação e qualificação da rede de atenção a saúde voltada aos usuários. Uma das ações a ser desenvolvidas com esse investimento está a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do SUS [Sistema Único de Saúde] para atendimento e internações de curta duração durante crises de abstinências e intoxicações graves. O Ministério da Saúde deve repassar ainda até 2014 recursos para a criação de 2.462 leitos nessas novas enfermarias. Ao todo, o investimento será de R$ 670,6 milhões.

Onde a incidência de consumo de crack é maior haverá também a criação de 308 consultórios de rua. As equipes serão compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagens. A ação terá recursos de R$ 152,4 milhões e atenderá municípios com mais 100 mil habitantes.

No eixo autoridade, está prevista a implementação de policiamento ostensivo e de proximidade nas áreas de concentração de uso de drogas, onde serão instaladas câmeras de videomonitoramento fixo. A intenção da instalação de câmeras é inibir a prática de crime, principalmente o tráfico de drogas.

Por fim, temos a área da prevenção que capacitará 210 mil educadores e 3,3 mil policiais militares para a prevenção de uso de drogas em 42 mil escolas públicas com o Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola. A estimativa é de que 28,8 milhões de estudantes sejam beneficiados por ano. Em outra ponta, o Programa de Prevenção na Comunidade pretende capacitar 170 mil líderes comunitários até 2014. Campanhas com a finalidade de informar, orientar e prevenir a população sobre o uso do crack e de outras drogas também estão previstas. Outra novidade é que o serviço de atendimento telefônico deixará de ser o 0800 e passará a ser o 132, facilitando assim o acesso do cidadão.

Oferecer educação, emprego e segurança a esses usuários é o começo para a ressocialização de cada um deles. Na verdade, são direitos assegurados na constituição a todos os cidadãos brasileiros, mas sabemos que, na prática, não é bem assim. É a falta de oportunidade que muitas vezes acaba mudando a rota do caminho do jovem brasileiro e o levando para o mundo das drogas. O difícil não é fazê-lo abandonar o vício, acredito eu, mas sim chegar ao epicentro do problema, que como bem podemos ver é uma série de fatores [a educação, a oportunidade de emprego, a frustração com a segurança e etc.] que contribuem para essa escolha de cada um.
                                                                                                                        

                                                                                                                        
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