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As polêmicas do BBB 12 já começaram

Olá, bem-vindos! Excelente sexta-feira a você leitor do Nossa Conversa!

Há exatos dez dias a Rede Globo deu início a mais uma temporada, a décima segunda, do reality show Big Brother Brasil. E o roteiro não se alterou. As especulações para saber quem seriam os participantes começaram bem antecipadamente e ganharam infitas matérias em sites especializados sobre televisão. Até aí, nada de diferente, não é verdade? Afinal, estamos cansados de ver que todo começo de ano é assim mesmo que funciona o script.

Sei que esse gênero de programa possui milhões de fãs e ir contra eles é quase impossível, mas cada um pode e deve expor sua opinião, contanto que ela seja bem embasada, sem ofensas e que tenha fundamento. Eu, particularmente, não acompanho o BBB, mas já cheguei a ser fã da atração há alguns anos atrás. A última edição que acompanhei do início ao fim foi a de 2006, que teve como vencedora da a baiana Mara. O Big Brother se perdeu, para mim, o estilo do programa se desgastou e embora ainda cause repercursão, torne-se assunto nas rodas de conversa no trabalho e nas escolas, o reality já não é mais atratativo como em tempos passados.

Antes o público torcia, vibrava, votava e muito, porque se via o maniqueísmo dentro da casa mais vigiado do Brasil. Era a luta do bem contra o mal (os que jogavam ferozmente e os que não arquitetavam e nem combinavam votos). Quem não se emocionou com a luta de Jean Willis no BBB5? E quem não torceu pelo romance de Grazi e Alan? Quem não se divertiu com a Sabrina Sato no Big Brother 2? E quem não detestou o participante Marcelo, da quinta edição? E como esquecer a Solange cantando, errado, uma música em inglês?

O que me parece é que não há mais princípios e caráter no reality show. Os participantes, mais do que nunca, só precisam ter um rostinho bonito ou um corpo suficiente capaz de levá-lo para as capas de revistas masculinas e também para os famosos ensaios sensuais. Classifico, hoje, a atração comandada por Pedro Bial como terra de ninguém. Aquela casa virou um Deus nos acuda. O Bial, a meu ver, quer fazer poesia na hora de eliminar um participante. Ele fala mil coisas sobre o jogador que mais parece que a pessoa está recebendo uma homenagem pela sua tragetória de vida, que por sinal, ultimamente, pouco é mencionada. Outro fator que virou piada é a vontade do diretor do reality em aparecer mais que os próprios participantes, que já estão ali com esse objetivo.

Que a alma do Big Brother Brasil e de todos os outros programas do gênero são os barracos e as polêmicas, disso não temos dúvidas. Mas acho que nesta temporada tudo começou muito rapidamente. Em quatro dias de confinamento, eu diria até menos, afinal, pra mim, o jogo só começou depois que acabou aquela prova de resistência que durou mais de 24 horas, o boato de um possível estupro por parte do participante Daniel, tomou conta das redes sociais e se tornou um dos assuntos mais comentados, entrando para os Tranding Topics do Twitter. Pela rede, o que se podia ver eram protestos contra o jogador, pedindo a expulsão imediata do mesmo. A produção do programa, claro, abafou, a edição, sempre a edição, mostrou poucos segundos do que teria sido o estupro em Monique. Boninho, pela internet, divulgou que nada do que estava sendo divulgado, de fato, aconteceu e disse, prontamente, que não haveria expulsão. Mas sejamos sinceros, se o Boninho está vendo o circo pegar fogo, não será a ajuda dos bombeiros que ele pedirá para dar fim às chamas, certo? Afinal, é isso que ele quer. Que o reality pegue fogo, gere polêmicas e se torne um dos assunto mais comentados tanto nas redes sociais quanto nas rodas entre amigos.

Uma grande reclamação minha, sei que não será ouvida e nem levada em conta, mas mesmo assim deixarei registrado neste espaço, é que acho um absurdo uma pessoa como o Boninho dirigir um reality show como o BBB. Quem não se lembra dele jogando ovos, da sacada de seu apartamento, nas pessoas que passavam pelas ruas? Essa pessoa tem mais de 30, bem mais, porém tem uma idade mental infinitamente menor e um comportamento que nem crianças de 7 anos se propõe a ter. Agora vejam o que leva a falta do que fazer na atração: participantes conversam sobre fazer sexo explícito no confinamento. A quem gosta, tem o meu respeito, afinal existe gosto pra muita coisa, mas pra mal gosto há pra muito mais. O Big Brother Brasil, pra mim, é um programa que não acrescenta em nada aos brasileiros, pelo contrário, denigre, e o que não acrescenta, acredito eu, pode ser facilmente descartável e sem chance de reaproveitamento.

Agora, acreditem, o vencedor não é aquele que leva para casa R$ 1,5 milhão, mas sim quem consegue estar vivo depois de ouvir tantas asneiras e ler notícias e boatos sobre a atração ao longo dos 3 meses em que ela é levada ao ar. Até a próxima!

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