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Redução nos casos de hanseníase

Olá, sejam bem-vindos a mais um post do Nossa Conversa!

O assunto de hoje a ser tratado é muito importante e merece a devida atenção de todos. Nós vamos falar sobre a hanseníase que atinge diversas pessoas em todo o território nacional. O Ministério da Saúde divulgou na última quinta-feira (26) que o índice de novos casos da doença chegou a 30.298 em 2011. Se comparado ao ano anterior, em que houve 34.894, observaremos uma redução de 15%. Importante e significativa, mas não o suficiente para ficarmos satisfeitos com o resultado.

O coeficiente para esses casos são de 18,22 por 100 mil habitantes em 2010, contra 15,88 em 2011. Outra redução também houve em casos que atingiram menores de 15 anos. Nessa área, a queda representou 11% de um ano para o outro, já que em 2010 foram constatados 2.461 novos casos e em 2011 o índice baixou para 2.192.

Através do Plano de Eliminação da Hanseníase, o Ministério da Saúde estabeleceu no ano passado uma meta muito importante: reduzir para menos de 1 caso a cada grupo de 10 mil habitantes até 2015. O SUS (Sistema Único de Saúde), que disponibiliza o tratamento, trabalha para reduzir em quase 27% o coeficiente de detecção em pessoas menores de 15 anos, aumentar o percentual de cura para 90% nos novos casos e examinar 80% dos contatos intradomiciliares de casos novos.

A DOENÇA:
A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde mais próximo.

É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam; mas, que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

O TRATAMENTO:
Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar incapacidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento, gratuito e eficaz pode durar de seis a doze meses.

Os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.

Dos municípios considerados prioritários da doença, que somam 245, 97% deles receberão recursos de R$ 16 milhões. Ao receber o recurso, as secretarias municipais devem desenvolver ações como:

  • Busca de novos casos;
  • Tratamento;
  • Acompanhamento de portadores da doença;
  • Prevenção de incapacidades;
  • Reabilitação e vigilância de contatos nos domicílios dos pacientes.

 Segundo Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, é fundamental que todos os municípios ofereçam o serviço de diagnóstico, tratamento e atenção integral aos pacientes com hanseníase. No último ano, houve um aumento no número de unidades de saúde aptas a oferecer assistência aos portadores, passando de 9.155 para 9.445 unidades.

O avanço, aqui mostrado, merece todo o nosso reconhecimento e é importante que a população brasileira tenha acesso a essa e outras informações para que todos saibam e tomem conhecimento que a atenção e o investimento para com a saúde vêm acontecendo e avançando. É claro que não chegamos a perfeição, talvez até estejamos longe, mas sabemos que estamos no caminho certo. E estar no caminho certo já é um passo a ser comemorado. Notícias como essa merecem o selo de que “menos é mais”, afinal é com a redução em casos como os da hanseníase, que a melhora na saúde atinge um maior número de pessoas.

Por hoje é só, mas já estou te esperando para o nosso próximo encontro. Até lá!

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